NOTÍCIAS

São Paulo – 29 de janeiro de 2026

Prefeitura de São Paulo republica edital de licitação da Esplanada Liberdade

A Prefeitura de São Paulo realizou a republicação, no dia 20 de janeiro, por intermédio da Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias, do edital de licitação para a Parceria Público-Privada (PPP) na modalidade de concessão administrativa para a implantação, manutenção, zeladoria e ativação sociocultural da Esplanada Liberdade. A licitação, que havia sido supensa no final de 2025, sofreu ajustes após o após o Tribunal de Contas do Município (TCM) apontar que o edital para a “concessão de espaço aéreo” no centro de São Paulo não reúnia condições de prosseguimento.
 
Empreendimento que pretende transformar uma área estratégica da região central em um novo espaço público, com foco em cultura, lazer e desenvolvimento urbano, a Esplanada Liberdade é um projeto que já conta com pelo menos três décadas de estudos. 
 
Idealizada pelo então vereador Aurélio Nomura, hoje diretor de Projetos Estratégicos da SP Negócios – agência de promoção de investimentos e exportações vinculada à Secretaria Municipal de Desevolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de São Paulo – a Espalanada Liberdade nasceu de um “grande desejo de transformar o bairro da Liberdade em um pólo turístico, multicultural e gastronômico”, conectando os espaços entre os viadutos Guilherme de Almeida (Av. Liberdade), Cidade de Osaka (Rua Galvão Bueno), Mie Ken (Rua da Glória) e o Shuhei Uetsuka (Conselheiro Furtado), sobre o  trecho da Radial Leste.
 
“A Liberdade tem essa peculiaridade porque ela pode ser dividida em ‘duas Liberdades’, sendo um bairro muito ativo, o trecho que abrange a Rua da Glória e ruas adjacentes até a Avenida Liberdade, e outro bairro ‘esquecido’, que fica após a Conselheiro Furtado, pegando também parte do Glicério. Existe essa dificuldade por que a Radial Leste provocou esse rompimento”, conta Nomura, explicando que a Esplanada  Liberdade  vai revitalizar a região como um todo. 
Cartão postal – “As pessoas vão querer investir porque a Liberdade hoje é um dos principais – se não o principal cartão postal da cidade”, destaca o diretor da SP Negócios, acrescentando que não se trata de uma nova licitação, mas de uma “continuidade, com algumas alterações e esclarecimentos necessários”.
 
Dinâmica urbana – Para a presidente da SP Negócios, Alessandra Andrade, “a Esplanada da Liberdade é um projeto estratégico para a requalificação do centro de São Paulo”. Vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo por três mandatos consecutivos, ela explica que a republicação do edital reforça a importância dessa iniciativa, “que transforma uma área hoje subutilizada em um espaço público integrado, valorizando o entorno e fortalecendo a dinâmica urbana da região”. “O empreendimento cria um ambiente favorável à atração de novos investimentos, ao estímulo da economia local e à geração de oportunidades”, assegura Alessandra.
 
Prazos – Com valor estimado em mais de R$ 1 bilhão (com contraprestação anual de R$ 33,4 milhões), o projeto prevê a construção de praças, áreas de lazer e convivência, além de quiosques, serviços e eventos gratuitos. O acesso será livre e as áreas públicas funcionarão 24 horas por dia. A concessão será de 30 anos. A sessão pública está marcada para o dia 20 de março, na Sala de Coletiva da Secretaria Especial de Comunicação, no Centro Histórico de São Paulo, com data final para solicitação de esclarecimentos e impugnação no dia 17 de março.
 
(Aldo Shiguti / Jornal Brasil Nikkei)

Consórcio apresenta proposta para a PPP da Esplanada Liberdade

A Esplanada Liberdade, enfim, começa a sair do papel. Idealizada pelo diretor da SP Negócios, o ex-vereador Aurélio Nomura, há mais de 30 anos, o projeto visa transformar uma área estratégica do bairro da Liberdade – entre os viadutos Guilherme de Almeida, Mie Ken, Cidade de Osaka e Shuhei Uetsuka, acima da Radial Leste-Oeste – em um novo espaço público, com foco em cultura, lazer e desenvolvimento urbano.

A concorrência para a implantação do projeto Esplanada Liberdade, uma Parceria Público-Privada (PPP) com investimento estimado de R$ 338 milhões, recebeu proposta do Consórcio Parque Liberdade, formado pelas empresas Construbase Engenharia, F.M. Rodrigues & Cia e Hersa Engenharia. Os envelopes foram recebidos em sessão pública realizada no dia 20 de março, na sede da Prefeitura de São Paulo.

O projeto tocado pela Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias (SEDP) em colaboração com a São Paulo Parcerias e com apoio de diversas secretarias municipais integra o conjunto de ações de requalificação do Centro da cidade, a partir da construção de praças, áreas de lazer e espaços de convivência no bairro da Liberdade.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, a iniciativa alia valorização cultural, fomento à ocupação urbana, preservação histórica, turismo e desenvolvimento econômico, com a oferta de empregos e geração de renda para a população.

A proposta financeira apresentada pelo consórcio Parque Liberdade foi de R$ 2.360.146,87, um desconto de 15,30% sobre a contraprestação mensal máxima a ser paga pelo município, fixada em R$ 2.786.478,00.

A partir de agora, inicia-se a fase de habilitação, com análise da viabilidade técnica e funcional da proposta, antes que o consórcio possa ser declarado vencedor. A Prefeitura tem prazo de 30 dias, prorrogáveis por igual período, para se manifestar pela aprovação da proposta.

Requalificação urbana – A Esplanada Liberdade dará novo uso a uma área atualmente subutilizada e fragmentada na Radial Leste, ao criar um espaço de convivência que valoriza um dos bairros mais tradicionais e turísticos da capital.

O local vai reunir praças, áreas de lazer e convivência, um novo Espaço de Cultura da Liberdade, além de quiosques, serviços e eventos gratuitos para a população. As áreas públicas terão acesso livre e funcionamento 24 horas por dia, enquanto a limpeza, segurança, manutenção e manejo das áreas verdes ficarão sob responsabilidade do parceiro privado, que também deverá promover ações culturais gratuitas.

A concessão contempla uma área de 19.209 m² e deverá integrar o espaço urbano e cultural da cidade e conectar os viadutos Cidade de Osaka, Guilherme de Almeida, Shuhei Uetsuka e Mie Ken.

Outro ponto importante contido no projeto é o ordenamento territorial através do resgate e da preservação do patrimônio imaterial e material presentes no bairro.

Participação da SP Parcerias – A SP Parcerias foi acionada pela Prefeitura de São Paulo, desde o princípio do projeto para realizar a modelagem contratual e arquitetônica desta PPP.

(Fonte: SP Parcerias)

Rolar para o topo